Colonizada por portugueses, São Francisco do Sul é a terceira cidade mais antiga do Brasil. Seu charme se deve ao casario em estio colonial português que emoldura as estreitas ruelas do centro histórico, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Também merecem destaque as tradições do Boi-de-Mamão, da Dança do Vilão, do Pão-por-Deus e das Pastorinhas. A cidade é conhecida pela beleza do cenário formado pela baía da Babitonga e pela Vila da Glória, na parte continental. Além da História, das tradições e do porto, São Francisco do Sul tem belíssimas praias, procuradas por milhares de turistas a cada verão.

Patrimônio Histórico

Centro Histórico

Casarões centenários, dezenas deles, justapostos, coloridos, com imensos janelões e grandes portas. Trapiches que se alongam pelas águas da baía. Calçadas que terminam em muros de pedra, como um cais que envolve toda a vila. E, destacando-se contra o morro de mata nativa, as torres da Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça. Esta é a visão inesquecível de quem chega por mar! E também possível para quem avança, mesmo a pé, até a ponta do trapiche central…
O centro histórico de São Francisco do Sul com mais de 150 prédios dos tempos coloniais é um dos maiores conjuntos arquitetônicos do Brasil tombado pelo Patrimônio Histórico.
Museu Nacional do Mar - O Brasil, onde viviam quase dez milhões de índios que navegavam há milênios, foi oficialmente descoberto pela segunda expedição européia que encontrou a Ásia. Foi rota para as Índias e recebeu milhões de africanos.
Por aqui passaram Nicolau Coelho, Gaspar Lemos, Bartolomeu Dias, Cabral, Magalhães, Vespúcio, Solis, Caboto, Cabeça de Vaca, Martim Afonso e Pero Lopes, entre muitos outros.
Somos parte das mais importantes páginas da história da navegação mundial.
Os barcos tradicionais brasileiros – com suas características e tecnologias – e os homens que vivem do mar – com seus saberes e fazeres – são os principais depositários do fabuloso patrimônio naval brasileiro e a razão de ser do Museu Nacional do Mar, o grande museu dos barcos do Brasil.

Construído no final do século XVIII, foi utilizado, segundo o costume da época, como Câmara dos Vereadores e Cadeia Pública, sendo que, serviu de prisão á líderes revolucionários por ocasião da Guerra do Contestado, e era conhecido na época como ”Palácio da Praia do Mota”.
A história da comunidade francisquense, é belamente ilustrada, nas varias fotografias inseridas nas paredes das celas, sendo que no pátio exterior, encontram-se expostos Moinhos de cana e mandioca, bem como,uma máquina utilizada na fabricação de telhas, e um carro fúnebre do início do século, além disso, existe também uma,cela solitária, que era utilizada na detenção de doentes mentais e perigosos criminosos.
Praias - Como um colar, as muitas praias rodeiam a ilha. E há ainda praias na Vila da Glória e nas dezenas de ilhas da Baía da Babitonga. Bem perto do centro, a Praia de Paulas, na verdade uma seqüência de pequenas e tranqüilas praias Inglês, Figueira, Salão e Calixto seduz os nativos e as famílias.
A Praia do Forte e Capri, esta também ancoradouro de veleiros, mesmo afastadas do centro, apresentam águas igualmente calmas. Enseada, Ubatuba e Itaguaçu formam o núcleo cosmopolita e moderno do verão na ilha, com movimento intenso e permanente, vida noturna agitada, hotéis, restaurantes e comércio variado, além de uma generosa faixa de areia e águas cálidas disputadas por centenas de veranistas. A Prainha é point dos surfistas. A Praia Grande e a Praia do Ervino, voltadas para o Atlântico, atraem particularmente os solitários e os praticantes da pesca de arremesso.
Ao tempo do descobrimento, os índios carijós davam à ilha o nome de Babitonga, cuja tradução significa terra em forma de morcego. Hoje, esta denominação identifica a grande baía de águas calmas que avança para Oeste, até o Rio Cachoeira, em Joinville.
A Babitonga é a maior baía navegável do estado de Santa Catarina. Estendendo-se no sentido Leste / Oeste, é abrigada do vento Sul, tornando suas águas democráticas; pode-se navegar pela baía em potentes lanchas, em silenciosos veleiros e em pequenas canoas. O porto e o centro da cidade, com seu casario histórico, ficam logo na entrada, depois de ultrapassada a barra. Ao fundo da baía ? depois de passar por 24 ilhas ?, chega-se à Lagoa de Saguaçu e ao Rio Cachoeira, caminho percorrido pelos imigrantes que fundaram Joinville. Fonte: http://www.saofranciscodosul.ciasc.gov.br